E a minha própria…

A minha é essa. Na foto pouco antes de se formar, um pouco antes de nos conhecermos. Um pouco antes de tudo. Um pouco antes dos 12 anos desde então. Acho que foi ontem.
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A minha é essa. Na foto pouco antes de se formar, um pouco antes de nos conhecermos. Um pouco antes de tudo. Um pouco antes dos 12 anos desde então. Acho que foi ontem.
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Desde a primeira vez que as ouvi, todas entraram direto para o meu grupo de “Especiais”. São aqueles que tem um lugar cativo na seleção de mp3 levados em passeios, no iTunes, ou arquivos com backup. A mais antiga da lista é a Sarah, especialmente seu álbum Fumbling Towards Ecstasy. Depois veio a Jewel, com Spirit e This Way entre outros. Recentemente Natasha Khan me emocionou com Fur And Gold, que agora ouço sem parar. Finalmente se juntou a elas a KT Tunstall, com Eye To The Telescope.
Fiquei anos sem pegar a Sarah, e quando ouvi outra vez foi a mesma emoção das primeiras vezes. Não sei explicar, mas é como se sentisse o que elas estavam sentindo quando gravaram as músicas, tamanha a conexão que sinto. Piegas não? Pois é, mas fazer o quê? Ouçam se tiverem a oportunidade. Gosto é muito pessoal, mas elas cantam muito bem e as músicas são lindas. Perfeitas para se ouvir sozinho.
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Claro, pode vir junto com café, salgados, doces, mas, depois da Wacom, a melhor coisa pra um ilustrador são as rádios do iTunes. Explore todas, não vai se decepcionar. Jazz, rock, retrô, blues, big bands, desde anos 20 até atual, incrível. Mas meu dial não sai muito da Secret Agent on Soma FM. Duca.
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É uma máquina fotográfica, o mesmo princípio, quase a mesma coisa, mas não consegui sentir o mesmo que sentia quando tirava fotos na velha máquina de filme. O mistério que se guardava até a revelação, o momento que se esperava para não desperdiçar um dos míseros 36 pedacinhos disponíveis, acho que a falta de tudo isso influencia o que sentimos hoje. Bah, saudosismo de um quarentão…
Estas são algumas das minhas preferidas; estavam em um pequeno álbum que montei e achei hoje fuçando no armário. Encontrei outras coisas muito legais que deixarei para outro post. Meus carrinhos de ferro, bonequinhos da Turma da Mônica que eu nem me lembrava, minha “quase” confraria… coisas boas de tempos bons.





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Sempre que pesquiso meus artistas preferidos, livros, filmes e afins, encontro blogs em que perco-me por horas sem perceber os minutos fluindo vida afora. Aqui vão alguns deles:
http://misobsesiones.com/
http://www.brothers-brick.com/
http://www.bemlegaus.com/
http://morbidanatomy.blogspot.com/
http://strangemaps.wordpress.com/
http://www.booooooom.com/
http://todaysinspiration.blogspot.com/
http://www.neatorama.com/
http://bibliodyssey.blogspot.com/
Futuramente vou colocando outros. É, eu sei, falta do que fazer. Na verdade quero fazer algo aqui, mas não tenho nada pra dizer neste momento.
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Em breve mais um livro da Editora Taturana, digo, Cláudio Feldman. Projeto gráfico e ilustrações minhas. A história é bem legal, mesmo com um final que para mim poderia ser mais emocionante. Aguardem para conhecer Eugênio e sua aventura de dar pena.
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Os melhores livros são aqueles que conseguem conectar-se diretamente à sua mente e transformá-la em um estúdio onde as palavras tornam-se imagens. O último que me transportou para um mundo diferente foi Nave Mundo, Non Stop no original, de Brian Aldiss. Já li outros livros dele, mas este continuava lá na estante da biblioteca, principalmente devido ao português da terrinha com que foi editado. Eu reluto em pegar livros assim, porque ler para mim é desligar de tudo e viver a história, e quando me deparo com palavras como écran, embreiagem, dezassete, é como dar uma topada e perder a concentração. Mas algumas vezes a mágica é tão forte que nem isto me atrapalha, como em Nave Mundo.

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Fazia tempo que eu não rabiscava direto no Freehand, programa que não deveria ter sido descontinuado. Acho mil vezes melhor que um Illustrator, muito mais leve, inclusive os documentos criados. Bom, fiz na minha nova Intuos 4, lisinha. Na minha jurássica Graphire 1, parecia que eu deslizava a caneta em uma tábua velha, além das limitações.
Em breve coloco uns feitos no Painter.
Fui!
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Um dos meus passatempos é passear por portfolios de outros ilustradores. Confesso que também tento absorver o que acho interessante, como um ritual antropofágico para incorporar o poder dos outros artistas. Nunca fui um ilustrador de traço definido, devido a um misto de necessidade e da minha inconstância/insegurança. Isso, ao mesmo tempo em que me ajudou em muitos projetos, me atrapalhou nos trabalhos pessoais, o que me faz até hoje buscar meu traço autêntico para colocar no papel minhas HQs. Muitas vezes penso que cheguei nele, mas passados alguns dias de encomendas e correrias com a casa e o bebê, não consigo repetir aquela língua que achei que fosse a minha tão buscada voz interior. Isso me faz lembrar do Paradox, um agente secreto dos quadrinhos que se transformava em outras pessoas, e que, depois de anos já não tinha certeza de quem era. Aliás, não encontrei nada sobre ele na internet, vou ver se encontro a revista e ver o autor.
Caramba, sentei aqui para falar de uma coisa e divaguei grandão…
Como eu falava, ou escrevia, achei um cara que também faz o mesmo, em termos de passatempo, mas que levou sua ideia à práxis. É o ilustrador Faoza, que além do seu trabalho bem feito criou um banco de dados online de ilustradores nacionais. É o http://www.tupixel.com.br/ . Eu, que não sou nenhum primor em termos de redes sociais e nem de expressividade profissional, não estava na lista. Agora estou, e vou dar uma pesquisada depois ver se alguns conhecidos também não estão, para indicá-los.
Um iniciativa muito legal, e um ponto de referência para os iniciantes. Curtam e divulguem.
Abraços a todos os ilustradores. E falando nisso, ontem só peguei o final da entrevista dos irmão Moon e Bá, que curto tanto. Vou ver o site da TV Cultura se consigo a entrevista, ou no Youtube, o grande backup da história atual.
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