Editora Taturana

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Aí estão todos os livros que fiz até agora para meu sogro, Cláudio Feldman. O primeiro, de 1999, era o 34º, e o último, Caim & Cia. Ilimitada, é uma reedição do seu 17º livro, de 1980. Ao todo já somam 42. Salvo seus 9 infantis, todos foram editados por conta própria.
Contando apenas estes, e descontando as reedições, temos um autor que vendeu 33.000 livros, de mão em mão, somente dentro de São Paulo. Caso ele conseguisse a façanha de publicá-los através de uma editora, duvido muito que isso tivesse acontecido. Claro que conta a persuasão do vendedor, mas o fato de que o livro, nas mãos dele, custa metade ou um terço do que custaria um similar na livraria, também é um fator importante. Além, claro, pelo fato de que não estamos em um país onde a leitura faz parte do dia-a-dia.
Custo, popularização, educação, cultura. Não há como dizer que não são estes os fatores, ainda mais diante dos fatos. Eu não me excluo deles, porque, mesmo tendo uma frequência razoável, leio quase que somente os livros de bibliotecas públicas. Recorro a livrarias em assuntos técnicos e atuais, geralmente ligados às minhas atividades profissionais.
Este não é um post para encher a bola do meu sogro. Claro que ele merece os parabéns, como também merece um peteleco por não passar disso. Até pouco tempo atrás, era avesso à computadores e internet. Mandava originais datilografados, até mesmo manuscritos, e não queria nem saber de colocar um telefone ou e-mail próprio nos livros. Isso começou a mudar, e talvez em breve ele tenha um site próprio.
Como já percebemos, cada um é que deve fazer sua vida, e aqui, muitas vezes o ambiente não colabora. Por isto, quando você conseguir algo de monta, como vender sozinho mais de 30.000 livros, divulgue, monte um site, expanda sua conquista. Ou continuaremos todos como raízes, eficientes no trabalho de mandar nutrientes para cima, mas sem nunca ver a luz do Sol, a não ser quando arrancados, mas aí, geralmente é o fim.
Estava me esquecendo. O nome Editora Taturana, presente nos livros, é o nome fantasia de sua própria iniciativa. Não existe de fato como editora, ou melhor, assim como ele, existe, mas o grande público não sabe.

Sobre Perkins

Brasileiro, Santoandreense, ilustrador. Curto quadrinhos, cinema, livros, internet e fotos. E um espaço onde colocar o que ficava na gaveta.
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